A Casa no Rochedo

1 – Roteiro e falas
2 – Cenário
3 – Personagens
4 – Objetos de cena
5 – Efeitos especiais
6 – Roteiro  p/ contra regras do som
7 – Figurinos

 

(Obs.- Esta encenação foi realizada em um ginásio coberto, mas também pode ser realizada em um palco, ou em uma igreja, na hora do Evangelho, durante a santa Missa, para melhor ilustrar este texto sagrado: “Mateus, 7, 24 – 27”.)

 

1 – Roteiro e falas
(No cenário aparecem somente um rochedo, e algumas árvores).
(Música 1).
NARRADOR: O Pai, cheio de sabedoria e amor por seus filhos, os orienta sobre como devem construir suas casas.
(O Pai entra em cena com os seus dois filhos e faz gestos, mostrando como construir uma casa).
PAI: Escolher bem o terreno, a base onde se vai construir a casa, este é o principal segredo!
NARRADOR: O Pai explica que se devem usar materiais de boa qualidade, com técnicas corretas, para se obter bons resultados.
PAI: Filho, presta atenção, para poder aprender…
FILHO MAIS MOÇO: É trabalhoso demais, Pai!
PAI: Mas vale a pena, fazer tudo bem feito!
NARRADOR: O Pai espera que seus filhos escutem com atenção os seus ensinamentos, e os pratiquem. Vamos ver o que vai acontecer….
(Música 1).
(O Pai e seus filhos saem de cena. Volta o filho mais velho, que traz consigo alguns operários, a fim de começar a construção de sua casa).
FILHO MAIS VELHO: É aqui, sobre esta rocha, que eu quero construir minha casa.
(Os operários começam a construção, sob a orientação do filho mais velho).
FILHO MAIS VELHO: Agora, as paredes…
(Outros operários chegam, trazendo o material necessário para construir as paredes. Todos ajudam a terminar a construção, sempre seguindo as explicações do filho mais velho).
NARRADOR: O filho mais velho orienta a construção, lembrando de tudo que o Pai tinha ensinado. Faz tudo com honestidade, muito esforço, e bastante gentileza.
(A esposa do filho mais velho chega, com um saco de dinheiro para o pagamento dos operários. Ela dá uma volta pela frente da casa, para ver como está ficando a construção. Ele vem ao encontro dela, e mostra as janelas).
FILHO MAIS VELHO: Quero bastantes janelas, para podermos olhar o que está acontecendo lá fora…
ESPOSA DO FILHO MAIS VELHO: E uma porta grande para recebermos nossos amigos e irmãos…
(Terminada a construção, os operários recebem seu pagamento e saem de cena. O casal entra na casa de mãos dadas).
(Música 2 ).
NARRADOR: Neste momento, o outro filho começa a construir, também!
(O filho mais moço entra em cena, com três operários. Faz gestos em direção á areia).
FILHO MAIS MOÇO: Aqui está bom, pode ser aqui mesmo…
OPERÁRIO 1 B: Mas aqui só tem areia…
FILHO MAIS MOÇO: Não faz mal, este lugar é muito bonito, vai ficar parecendo uma casa de gente muito importante!
(Os operários vão buscar o material para começar a construção, enquanto o filho mais moço fica olhando a paisagem).
NARRADOR: Sem lembrar de nada que o Pai tinha ensinado, pois não tinha prestado atenção em suas palavras, este filho mandou construir sua casa de qualquer jeito pensando só nas aparências, para que todos julgassem que era muito rico e bem sucedido.
(Os operários colocam as paredes e o telhado, depressa e sem muita atenção. No final, o filho mais moço faz questão de orientar a colocação de enfeites bem chamativos, dourados. A esposa dele chega, dá uma volta pela frente da casa e vai ao encontro dele, com o saco do dinheiro do pagamento dos operários na mão).
ESPOSA DO FILHO MAIS MOÇO: Preciso de dinheiro para um vestido novo, posso pegar deste aqui?
FILHO MAIS MOÇO: Pode, pode pegar, sim! Viu como a nossa casa ficou bem mais bonita do que a do meu irmão? E ficou pronta em menos tempo…
ESPOSA DO FILHO MAIS MOÇO: Vamos dar grandes festas por aqui… Todo mundo vai morrer de inveja de nós…não é, querido?
(Os operários terminam a construção, e querem receber o pagamento. O casal nem se importa, dá só algumas moedinhas para eles, manda voltar noutro dia para pegar o resto).
FILHO MAIS MOÇO: Eu pago outro dia, agora não tenho mais do que isto…
Música 2
(Entram na casa. Música começa a tocar. Vem chegando um mendigo, que bate na porta da casa do filho mais moço).
MENDIGO: Uma esmola, pelo amor de Deus…!!!
FILHO MAIS MOÇO: Te afasta daqui, não temos nada para dar !!!!!
(O mendigo é empurrado, sai trôpego, e vai bater na outra casa. Lá é acolhido com bondade, e até recebe uma sacola de comida).
MENDIGO: Uma esmola, pelo amor de Deus…!!!
FILHO MAIS VELHO: Vai com Deus, meu irmão…
 
MENDIGO: Obrigado, obrigado!!!
(A esposa do filho mais velho sai correndo atrás do mendigo e coloca um casaco em suas costas. O mendigo agradece e sai de cena. Ouve-se trovoadas e o casal entra em casa).
 NARRADOR: Começa então a chover, uma grande tempestade está se aproximando…
(Efeitos especiais de luzes e som, barulho de chuva e vento forte, trovões. Luz estrobo piscando, dando a impressão de relâmpagos. Ventiladores são ligados para dar a idéia de uma grande ventania, ao agitar as folhas das árvores).
NARRADOR: Caem fortes chuvas, os rios crescem, as águas transbordam, inundando tudo… A grande força do vento faz as árvores se inclinarem, e as casas tremerem…E desaba a casa que foi mal construída, por cima de seus imprudentes moradores…
(O marido consegue sair de baixo dos escombros da casa e ajuda sua esposa também a sair). Choram desconsolados ao olharem sua linda casa destruída.
(O irmão mais velho abre a porta de sua casa tão segura, e convida os dois a entrarem).
FILHO MAIS VELHO: Venham, entrem aqui ! Venham se agasalhar !!!
NARRADOR: Quem escuta a palavra de Deus Pai, e vive de acordo com os seus ensinamentos, com certeza entrará no reino dos Céus…!!!
(Música 3)
Fim da encenação.
Obs.: Caso esta encenação seja realizada durante uma missa, o padre celebrante lê em seguida este texto do evangelho abaixo e continua a missa.

 

PADRE CELEBRANTE:
TODO AQUELE, POIS, QUE OUVE ESTAS MINHAS PALAVRAS, E AS OBSERVA, SERÁ SEMELHANTE AO HOMEM SÁBIO, QUE EDIFICOU A SUA CASA SOBRE A ROCHA; E CAIU A CHUVA, E TRANSBORDARAM OS RIOS, E SOPRARAM OS VENTOS, E INVESTIRAM CONTRA AQUELA CASA, E ELA NÃO CAIU, PORQUE ESTAVA FUNDADA SOBRE ROCHA. E TODO O QUE OUVE ESTAS MINHAS PALAVRAS E NÃO AS PRATICA, SERÁ SEMELHANTE AO HOMEM LOUCO, QUE EDIFICOU A SUA CASA SOBRE AREIA; E CAIU CHUVA,TRANSBORDARAM OS RIOS, E SOPRARAM OS VENTOS,QUE INVESTIRAM CONTRA AQUELA CASA, E ELA CAIU, E FOI GRANDE A SUA RUINA. (Mateus, 7, 24 – 27).

 

2 – Cenário:
Árvores
Usar 2 ou 3 árvores que podem ser plantas naturais ou feitas com o auxílio de latas grandes cheias de pedras e areia, cano grosso enrolado de papel crepom marrom, e galhos de papel crepom verde colados e presos com arames.
Rochedo e casa 1
O rochedo é feito com papel pintado com aspecto de pedra, que pode ser armado em cima de um pequeno tablado, se quiserem que fique mais alto. Ao redor devem ficar escondidos (com papel amassado imitando pedra ) blocos de cimento feitos especialmente para este fim, com orifício no meio, que receberão canos de plástico colocados em cena pelos “operários”. Aí serão encaixados os blocos da construção, feitos com caixas de papelão que podem facilmente ser conseguidas em supermercados. Estas caixas devem ser preparadas com furos e previamente pintadas, todas na mesma cor, e numeradas por dentro, para que sempre sejam colocadas na mesma ordem em que foram organizadas para formar a casa rapidamente, em cena, deixando espaço aberto para a porta. A janela é formada por uma caixa já pintada neste formato. O telhado é feito com uma caixa grande de papelão aberta, pintada com cor de telha, que é colocado por cima da construção. A porta é uma caixa grande exatamente do mesmo tamanho do buraco deixado para ela, e pintada em outra cor, e também encaixada num cano, para que possa abrir e fechar normalmente. A construção desta casa deve ser bem ensaiada, para tudo dar certo na hora da apresentação.
Casa 2
Esta casa será destruída em cena, portanto deve ser feita de maneira diferente da casa 1.
Usar caixas grandes, abertas de forma a se encaixarem durante a construção, mas sem grandes fixações. Mantém-se de pé com auxílio de caixas inteiras menores colocadas nos cantos interiores dela. A parte externa deve ser pintada previamente, bem como o telhado que será semelhante ao da casa 1. A janela já deve ter sido marcada e pintada anteriormente, (será fixa) e a porta pode ser recortada e dobrada (para ser possível abrir e fechar) antes da colocação da parede, para possibilitar montar  rápido esta construção. Já deixar feitos pequenos orifícios com arames ou cordões estrategicamente posicionados para a colocação dos enfeites dourados que caracterizarão o aspecto luxuoso desejado pelo irmão mais moço e sua esposa.

 

3 – Personagens:
Narrador
Pai
Filho mais velho
Filho mais moço
Esposa do filho mais velho
Esposa do filho mais moço
Operário 1 A
Operário 2 A
Operário 3 A
Operário 4 A
Operário 1 B
Operário 2 B
Operário 3 B
Mendigo

 

4 – Objetos de cena:
Casaco para ser entregue ao mendigo
Saco de dinheiro 1
Saco de dinheiro 2
Moedas
Cajado para o mendigo
Enfeites dourados para a casa 2

 

5 – Efeitos especiais:
Ventos fortes  (usar ventiladores  na direção das árvores)
Raios  (usar luz estrobo)
Trovoadas e chuva forte ( usar gravação destes sons)

 

6 – Roteiro p/ contra regras do som:
(para diversos momentos da dramatização)
 1)Música 1,  no início, depois o narrador fala e entra o Pai com seus dois filhos
2)Mesma música 1, na saída dos três personagens de cena, fica tocando  até a volta do filho mais velho junto com os operários
3)Música 2(música mais alegre) Entrada do filho mais velho e de sua esposa na casa deles, após ser terminada, e saída dos seus operários de cena
4) Música 2 Entrada do filho mais moço e de sua esposa na casa deles, após ser terminada, e saída de seus operários de cena. Chega o mendigo
5) Efeitos especiais
6)Música 3 no encerramento da dramatização (música mais dramática)

 

7 – Figurino
Esta dramatização da parábola que Jesus narrou se passa no tempo em que ele viveu, portanto os trajes devem ser inspirados nesta época.
Pai – Túnica longa de cor séria, com manto mais escuro. Cabelos brancos
Filho mais velho–Túnica longa de cor clara, com manto de cor alegre
Filho mais moço- Túnica longa de cor clara, com manto de cor berrante
Esposa do filho mais velho – Túnica de cor clara, com véu de cor alegre
Esposa do filho mais moço- Túnica de cor clara, com véu de cor berrante, e pulseiras
Operários-Túnica curta, de cores sérias
Mendigo – Túnica curta escura, manto de pano de saco de aniagem, bem rústico, e esfarrapado
Nos pés, o pai, os filhos e as esposas usam sandálias de couro
Os operários e o mendigo ficam descalços

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